O medo

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Hoje, o medo é o que restou em mim.
Em tantos medos eu cai. E me perdi em um mundo que eu escolhi dividir com você. E hoje, esse mundo não é mais meu... É todo seu.

Me levanto sem saber até onde conseguirei chegar.
Me deito, com medo de partir para sempre.

Atento-me para exatamente aquilo que devo esquecer-me.
E vocẽ quer que eu esqueça, do que me dá prazer em lembrar.

Eu piso, devagar. Em passos leves, passo por você, e te nego um beijo, para que não acorde e não tenha que vê-lo partir.

Já não tenho mais para onde ir. No céu, já não há estrelas. Minhas pernas, não aguentam mais de tanta dor. Cansei de correr até você e machucar-me pelo caminho.

Tento crer que tudo ficará bem.
E de repente, você não esta mais.
Atira sobre mim, toda a dor que resta.

Mas se há realmente uma força divina,
essa força, saberá que eu realmente lutei,

lutei, lutei e me matei aos poucos para te ver bem.

Eu fiquei mal, para te ver bem.

E eu só rezo para que a vida seja justo comigo.
É só por isso que eu rezo.



E sei que quando eu acordar, todo esse medo terá ido embora, como num passe de mágica.

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